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ATP Casablanca: Gabashvili é a maior valia num quadro muito aberto em Marrocos

ATP Casablanca: Gabashvili é a maior valia num quadro muito aberto em Marrocos
"O russo dominou David Ferrer antes de perder o primeiro set após uma má chamada de um juiz de linha e depois acabou por explodir numa partida do torneio de Miami, mas já havia batido Fernando Verdasco e Sergiy Stakhovsky em Melbourne, antes de perder às mãos de Roger Federer. Conta ainda com cinco títulos Challenger em terra batida."
por Andrelot   |   comentários 0


O ATP World Tour está de regresso esta Segunda-Feira após as emoções da Taça Davis e Sean Calvert está de volta com as suas previsões de apostas para o Grand Prix Hassan II que decorrerá na terra batida de Marrocos...

Foi um fim-de-semana vitorioso para aqueles que seguiram aminha sugestão de apostar na Itália para vencer a Grã-Bretanha, já que a minha aposta pré-torneio a 41.0avançou para as Meias-Finais à custa de Andy Murray e companhia.

Esta semana entramos de novo na terra batida, e com o recomeço do ATP Tour temos dois eventos ATP 250, um em Houston e outro em Casablanca.

No Texas o US Men's Clay Court Championships decorre na rápida terra batida Lee Fast Dry, que oferece um tapete vermelho bem diferente daquele a que estamos habituados a ver na Europa e tende ainda a ser um pouco mais veloz que os europeus.

John Isner venceu aqui no ano anterior e chegou à Final há dois anos e parece ter tido um sorteio bastante aceitável que o deve colocar de novo na lista, no entanto esta semana prefiro focar-me no Grand Prix Hassan II em Casablanca.

Tommy Robredo foi o vencedor no ano passado a bom preço e Pablo Andujar triunfou em 2012 e 2011, portanto os espanhóis bem cotados têm tido bastante sucesso nos anos mais recentes no Complexe Al Ama.

Desta vez, é Gael Monfils o favorito à vitória (1-1 de registo aqui) mas temos de levar em conta as suas recentes queixas de que a sua cabeça não está bem e juntá-las às comuns queixas físicas que lhe aparecem ocasionalmente.

Ele não vence um título ATP em terra batida desde Sopor em 2005 e a sua participação na Taça Davis este fim-de-semana em piso rápido coberto não deverá jogar a seu favor em Marrocos.

O torneio é jogado numa das superfícies de terra batida mais rápidas do ano, mas continua a depender das condições meteorológicas e as ligações entre França e Marrocos costumam trazer muitos gauleses a esta competição - o anterior campeão Gilles Simon (14-4 aqui) estará presente, mas tem ainda de passar a qualificação - e se o conseguir, a sua presença pode baralhar as contas do sorteio. 

Actualmente, Monfils está na parte baixa do quadro na companhia de Guillermo Garcia-Lopez (5-5), Benoit Paire (3-2), João Sousa (estreia), Jiri Vesely (estreia), Albert Montanes (9-7), Leo Mayer (estreia), Carlos Berlocq (0-1) e Teymuraz Gabashvili (2-2).

Paire regressa após 12 semanas de paragem por uma velha lesão no joelho e é difícil imaginá-lo chegar ao seu melhor nível de imediato para atacar o título, pelo que prefiro olhar aos tentadores 41.0 a favor de Gabashvili.

O russo dominou por completo David Ferrer antes de, vá se lá saber porquê, perder o primeiro set após uma má chamada de um juiz de linha e depois acabou por explodir numa partida do torneio de Miami, mas já havia batido Fernando Verdasco e Sergiy Stakhovsky em Melbourne, antes de perder às mãos de Roger Federer. Convém ainda salientar que ele já contabiliza cinco títulos Challenger em terra batida.  

Na parte de cima do quadro, o finalista do ano anterior Kevin Anderson é uma escolha popular, mas está demasiado baixo tendo em conta que será o seu primeiro torneio em terra batida desde o Roland Garros de 2013, e os outros sorteados também não me inspiram confiança, com Marcel Granollers fora de forma e Robin Haase numa presença surpresa quando se havia queixado das más condições e roubos quando perdeu a Final em 2012 para o nº 752 mundial Lamine Ouahab.

Granollers tem um registo de 1-7 desde as meias-finais de Chennai em Janeiro e um saldo de 1-1 neste torneio, enquanto que Haase tem andado a sofrer com uma lesão esta época e, deste modo outros jogadores serão melhores opções. 

Os esforços da Davis Cup terão deixado marcas em Tobias Kamke e Aleksandr Nedovesov, enquanto que Hanescu (9-7) parece incapaz de voltar alguma vez ao seu melhor nível, tendo apenas um título ATP conquistado em toda a carreira, algo que já sucedeu no ido ano de 2008.

Albert Ramos (4-1) desceu para nível Challenger recentemente e não parece próximo do nível requerido para vencer em Marrocos, apesar de já ter sido finalista aqui na sua única presença em 2012.

Filippo Volandri (5-4) tem parecido ser um homem no seu último ano de carreira ao longo da presente temporada, mas eu não excluiria um ressurgimento da sua parte, e Federico Del Bonis e, talvez Pablo Carreno-Busta parecem ser as melhores opções no topo do quadro.

Delbonis produziu o seu habitual esforçado Ténis nos pisos rápidos de Miami, Irving e Indian Wells após ter ganho na terra batida de São Paulo e parece a melhor aposta deste sector do quadro a cerca de 13.0, ao passo que Carreno-Busta tem tido um ano muito longo, mas pode ainda assim fazer uma boa campanha em terra batida. 

Mas no que parece ser um torneio muito aberto penso que valerá a pena ir em Gabashvili a tão elevado preço, com uma 1ª ronda diante de um Carlos Berlocq fora de forma e pouco mais no seu quadro que ele não seja capaz de ultrapassar perante as expectáveis condições marroquinas.

Paire está ferrujento e Mikhail Kukushkin exausto após o seu esforço na Taça Davis, já Garcia-Lopez e Montanes parecem claramente derrotáveis.

Como Gaba joga já esta Segunda-Feira, pode muito bem ser um daqueles casos em que a nossa aposta fica já despachada no primeiro dia, mas vale a pena o risco a 41.0 com Berlocq tão enferrujado após ter voltado a ser pai e o argentino esteve verdadeiramente horrível em Miami.

Aposta Recomendada:
Aposta A Favor / Contra Gabashvili @ 41.0

in Apostas Betfair

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